A traiçoeira língua portuguesa: errar é humano e fácil

Fevereiro 6, 2018

Consegue identificar todos erros no pequeno texto que se segue?

 

Avia um tempo em que, concerteza, seria mais difícil encontrar erros ortográficos nos textos. Mas derepente, quase sem dar-mos por isso, vieram os corretores automáticos. Ha culpa também é do Acordo Ortográfico, que interviu na maneira como escrevemos e falamos.

 

Os erros das primeiras frases são alguns dos mais comuns em Portugal (ver imagem ao lado). Palavras que devíamos ter aprendido a escrever corretamente nos primeiros anos do ensino básico transformaram-se em quebra-cabeças da língua portuguesa. Desde que o Acordo Ortográfico entrou em vigor, este passou a ser uma desculpa apetecível para quem se engana a escrever ou falar.

 

Mas, afinal, qual é a gravidade de um erro? Qualquer um é motivo de vergonha para enterrar a cabeça na areia? “Não há ninguém que escreva ou fale sem erros”, afirma o professor de português Luís Ramos. Depende sempre da posição de quem o diz. Se for um político a discursar durante uma sessão na Assembleia da República, há menos desculpas, já que a exigência é maior. Porém, há sempre um rótulo que fica. E os erros ortográficos rotulam mais.

 

Escrever em bom português requer um grau de complexidade crescente, afirma o professor.

 

A nossa querida língua portuguesa nem sempre é assim tão fácil, não é verdade?